Nem sempre se encontram leitores de Maria Gabriela Llansol. Aqueles que entram no seu universo de escrita nunca mais querem deixar de a ler. Lêem e gostam de partilhar as suas leituras:
Uma passagem sobre o texto llansoliano e o seu leitor, ou melhor, "legente":
"Os meus textos supõem um pacto de inconforto _______ são tal qual, se eu quiser que existam_____;
a palavra "inconforto" é, todavia, capciosa, indica incómodo e coração ansioso, à espera de um amigo sereno. Devo reconhecer que o meu texto, ao deixar inseguro o sujeito que enuncia, se dirige, de facto, ao ansiar do coração, e o coloca na sombra da dúvida. E, se o coração persiste em ler, é porque há nele um fulgor estético que ilumina o próximo passo, e o faz apoiar no detalhe justo e irrecusável."
Maria Gabriela Llansol, Lisboaleipzig 1: O encontro inesperado do diverso, Lisboa, Rolim, 1994.

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